O amor não é algo racional.
 Nós éramos a mesma coisa, mas é interessante como nossa cabeça funciona: as decepções chegam e vamos, aos poucos, percebendo que o amor não é mais amor e sim obediência. É falta de reciprocidade. De repente achamos que o amor é só mais um sofrimento aqui e ali e que temos que aguentar, afinal, não é o amor que move o mundo?
 É, acho que algo estava errado.
 Eu comecei a me doer, você começou a sumir. Começamos a nos estranhar e a aguentar, porque nós éramos a mesma pessoa...
 Aí eu descobri que nós éramos a mesma coisa só na minha cabeça. Afinal de contas, sua opinião era a única que contava. Imagine então a minha surpresa quando eu descobri qual era a sua opinião...
 A questão é que nós não somos a mesma pessoa.
 Eu jamais iria aguentar calada o pouco caso ou abaixar a minha cabeça para alguém tão baixo quanto o próprio chão. Eu não iria voltar a dor por achar que nós éramos a mesma pessoa, pois eu não quero ser igual a você.
 Eu, depois de tantas quedas, sei o que é o amor. Eu sei que amo você... mas não era recíproco. E hoje eu sei porque já senti o gosto de sentir tudo sozinha. Você não sabe amar. 
 Hoje o meu amor me faz querer vomitar toda vez que ouço sua voz. Não consigo me lembrar de nada sem pensar em quantas mentiras você prometeu não contar e simplesmente não cumpriu o que disse. A sua risada me faz lembrar de todas as vezes que pensei não estar sozinha e me descobri enganada por uma ilusão que eu mesma criei. Porque achei que nós éramos a mesma pessoa.
 Descobri, com o passar da minha solidão, que até ela costuma ser mais parceira que pessoas com um coração de borracha. A solidão não mente para você...
 Talvez algum dia eu olhe para trás e pense em quão primitivo essas palavras são. Talvez eu bata na sua porta e te diga tudo o que quero, finalmente, pois sai da sua vida e te deixei no escuro. Não quero que você saiba o que eu sinto, mas eu preciso que você saiba que eu te amo tanto que cheguei a te odiar. 


Olá, meus queridos!
Hoje eu vim falar de uma série que existe a pouco tempo mas já conquistou o coração de todos maconheiros  desse mundão de Jah!


Importante começar por aqui falando que essa resenha não tem qualquer intenção de incentivar ninguém a fazer nada, estou apenas dissertando sobre uma série muito interessante da Netflix que deveria ser assistida por todos, pois preconceito não leva ninguém a nada <3
Bem, vamos começar pela sinopse: 
Uma mulher (Kathy Bates) sempre lutou pela legalização da maconha. Atualmente, ela é dona de uma loja que vende maconha medicinal. Mas no lugar, seus funcionários, que inclui seu filho, trabalham pouco e fumam muito.
 Basicamente, essa atriz maravilhosa vive a história de Ruth, uma ativista estadunidense que sempre lutou pela legalização da cannabis. A série se passa com o cotidiano dentro da loja, onde a senhora sofre muitos preconceitos de lojistas locais, das autoridades e, com dificuldades, consegue administrar junto ao seu filho e seus funcionários o "Caminho Alternativo da Ruth".
A série se concentra nos tipos de usuários da erva e também na vida de cada um dos funcionários da loja e mostra como, na maioria das vezes, a estupidez vem de cada um e não da planta. Apesar de liberal nesse sentido, a personagem principal apresenta algumas ideias retrógradas que são desconstruídas com o passar dos episódios.- e outras nem tanto.  Vemos também - em delírios representados por animações maravilhosas - o trauma do segurança vivido na tela por Tone Bell, que acabou de voltar de sua missão com o exército e sente as consequências pesadas de sua ida. Outro ponto interessante que é pontuado na série são os preconceitos e racismos.
 Vemos o preconceito de pessoas que, por conta do seu próprio conservadorismo não são a favor da erva e há também a questão dentro da comunidade de usuários, onde se destacam os personagens Dank e Debby, caracterizados por "stoners" (usuários constantes de cannabis). Eles são os clientes vip da loja, porém a personagem principal não gosta deles e constantemente os define como a razão para as pessoas odiarem tanto a maconha. 
 Outro personagem que eu achei muito interessante é o agricultor das plantas da loja. Um rapaz que cresceu em uma comunidade alternativa e que se mostra de uma generosidade e de um coração de criança lindo. Com o passar da série podemos perceber que até ele tem alguns problemas, tornando-o ainda mais querido.
 Eu fui olhar alguns reviews da série e muitos falam que o enredo é confuso e ficou um pouco pesado para uma série de comédia, mas acredito que a intenção de Chuck Lorre (criador também de The Big Bang Theory e Two and A Half Man) era justamente essa: abordar questões dramáticas com um pequeno toque de humor. 
 Além de personagens interessantes - e que me deixaram ansiosa para ver as mudanças da próxima temporada - a série também traz imagens engraçadas de filmes antigos, a gravação de "vídeos no youtube" da loja, onde eles explicam variedades da planta e interlúdios com cenas engraçadas como pessoas comendo besteira e viajando... No fim das contas ela é quase interativa. Divirtam-se!



Nota da autora do blog: eu vi alguns artigos muito bons e decidi traduzir alguns de vez em quando para vocês. Esse, em especial, eu gostei muito, mas gerou muita polêmica quando foi escrito por comparar Lana e Morrissey. Antes de qualquer discurso de ódio, lembrem-se que música e gosto é algo para todos, não julgue e boa leitura!
Tradução e revisão: Isabela Gomes
Correção: Pedro Américo Castanheira

É difícil, agora, imaginar o quão surpreendente foi quando Morrissey se mudou de Dublin para Los Angeles em 1996. “Uma cidade de bronze indisciplinada e melodramática, de torso duro como pedra, piscinas, grandes carros, estrelas de Hollywood e rappers gangsters”, um jornal impresso britânico escreveu “Parece dificilmente adequado à um artista tímido, livre, afiado e quintessencialmente inglês”. Mas entrando em La La Land ele foi, vivendo em um estilo mediterrâneo com uma mansão em Hollywood Hills construída por Clark Gable e depois pertencente a F. Scott Fitzgerald. Quando Moz lançou em 2004 o brilhante “You are the Quarry”, ele foi entrevistado ao lado de uma piscina em Beverly Hills, se você pode acreditar nisso.



Outra estrela de Los Angeles aparentemente mais em casa com piscinas, grandes carros e estrelas de Hollywood, a cantora Lana Del Rey, de New York, divide mais que apenas uma mudança de cenário com o ícone de The Smiths. Está lá na melancolia, nas armadilhas vintage e na efervescente cultura da personalidade, alimentado pela provocação. Está lá no envolvimento do estilo como uma forma de substância: ela pode ser Brit Lit e ele pode ser meta. Como o Ken Tucker da NPR³ falou uma vez “Ela é o Morrissey com uma raba melhor.

Há cinco anos atrás, um vídeo chamado “This Charming Video Game” deu umas voltas pela internet. Um mashup entre o hit do YouTube de 2011 de Del Rey, “Video Game” e do clássico  jangle-pop de The Smiths de 1983 “This Chaming Man”. Não foi exatamente uma "ideia de gênio", mas conceitualmente, chegou bem perto. Não que a estetização da tristeza que eles compartilham fosse tão clara na época, com o exagero precoce e subsequente retrocesso ao redor da tão chamada inautenticidade de Del Rey dominando a conversa.

O desafio de Lana era provar que a construção de seu mundo tinha um significado deliberado para ela como um avatar glamouroso e melancólico. Morrissey teve o problema quase contrário quando The Smiths emergiram como heróis sombrios.

Apesar do frontman com o cabelo estranho não ter nenhuma necessidade médica para aqueles gigantes óculos do Serviço de Saúde Nacional, sua apresentação de forma irregular, “clumsy-and-shy” foi tratada abertamente como algo completamente sincero, quando sua exaltação extrema fez parte da sensibilidade de Moz o tempo inteiro.

Diferente de outros roqueiros clássicos, com o seu machismo aborrecido e sua auto seriedade, Moz sabia da importância de não ser sincero as vezes. E diferente dos Pop europeus da época, ele se revelou uma ambiguidade: Será que é real?

Com o tempo, as similaridades musicais de Del Rey e Morrissey tem crescido com mais clareza. Não, o trip-hop neblinoso e hip-hop  boom-bap de “Born to Die” lançado em 2012 não lembra as linhas intricadas da guitarra de Johnny Marr do Smiths, mas o traço sonoro de "Ultraviolence" da Lana, lançada em 2014 – as influências de grupos dos anos 60 como The Crystals, cantores pré-rock como Shirley Bassey, o estilo de Roy Orbison, passando schmaltz de Ennio Morricone – pareceu muito alinhado com o próprio Morrissey. The Smiths nasceu a partir de grupos de música femininos afinal de contas – Marr e Mozz se conectaram por conta de um Marvelettes B-Side – e Morrissey trabalhou com o já mencionado diretor e lenda Morricone em uma balada solo não-tão-diferente-de-Lana chamada “Dear God,Please Help Me”.

Não é tão estranho sair de “SadGirl” de Lana para “Heaven Knows I’m Miserable Now” do The Smiths, para “MoneyPower Glory” e então para “All You Need Is Me” do Moz. Elas emocionam, animam e transformam tracklists em atrevidos trabalhos de arte. Ela é enamorada por homens maus (e James Dean); Ele atraído aos doces e sensíveis hooligans, caras fortes e marginais (e James Dean). Morrer ao lado de uma amante – seja em “Summertime Sadness” ou “There is a Light that Never Goes Out” – iria ser uma forma divina de morrer.  

       
  
 O állbum de Del Rey de 2015, "Honeymoon", só aumentou suas semelhanças com Morrissey. É uma orquestra opulenta destacando suas auto-absortas frases com reviravoltas e curvaturas; Obviamente que Morrissey iria pensar em abrir uma música eventualmente com “Nós dois sabemos/ que não é elegante me amar” se ela não tivesse feito antes. O sabor de mundo antigo do álbum – nas letras italianas e na orquestração estilo Poderoso Chefão de “Salvatore”, ou na percussão do latim “24” – na verdade se alinhou com o estilo Europeu e com a guitarra flamenco do último álbum de Moz de 2014, "World Peace Is None Of Your Business" e quando, na faixa imersa em Jazz "Art Deco", ela implantou a nova giria 'so ghetto', ela destacou mais um ponto pouco confortável e comum entre os dois.

Até o observador mais casual de Lana ou Morrsey irá reconhecer ambos como constantes fontes de controvérsia. Com Del Rey, um pouco da indignação pode novamente ser relacionado com ela não recebendo tanto crédito por saber exatamente qual jogo está jogando quando ela canta “My pussy tastes like Pepsi Cola”, ou quando dá ao entrevistador um grande título falando “Eu queria já estar morta”. Com Moz, o erro pode ser esperar que o homem que nos assegurou ser humano e precisar de amor tratar as notícias do mundo com uma vulnerabilidade similarmente bajuladora. Em meses recentes ele direcionou um muito criticado discurso no bombardeio de Manchester, acusando a imprensa de ser injusta com o rebento francês fascista Marine Le Pen e vendeu ao James Baldwin uma camisa escrita “preto é como eu me sinto por dentro”, transformando uma letra de The Smiths em algo com um tom racista e nada musical, você poderia quase confundir o erro por uma “trolação” calculada.

 Pode parecer constantemente que LDR e Moz dividem audiências como se isso fosse o trabalho deles, ou talvez é exatamente assim como eles veem. Suas tomadas em contenciosos discursos são debatidas porque ao invés de oferecerem uma certeza moral, de um jeito ou de outro, tem um elemento de gentileza em jogo. Do já professado desinteresse de Lana no feminismo até o lamento de Moz quanto as falhas tentativas de assassinato contra Margaret Thatcher, um não pode deixar de imaginar: será essa a visão da pessoa, ou do personagem? Com esses dois, a diferença parece importar menos que a pura provocação. Como o escritor preferido de Moz, Oscar Wilde, uma vez colocou “Em questão de grave importância é o estilo, e não a sinceridade, a coisa vital”.

A maior similaridade entre Lana Del Rey e Morrissey pode não ser a tendência morosa ou o quanto ambos apreciam “He Hit Me (And It Felt Like a Kiss)”, mas sim a habilidade de ambos superiorizar suas canções e personagens, como estrelas e mitos. No trailer de “Lust for Life”, o último álbum lançado de Lana, ela vaga no H da placa de Hollywood – uma referência a Peg Entwistle, a jovem atriz que pulou para sua morte da mesma letra em 1932 e rumores dizem que ela o assombra até hoje. Você pensaria que Morrissey iria amar essa jogada, toda amarrada em uma iconografia pesada. “Eu sou um pecado vivo”, ele cantou uma vez, e isso foi bem antes de chegar a Hollywood.

         

Brit Lit: No dicionário inglês é Literatura Britânica; Literatura atual elegante.
Meta: Um termo, especificamente na arte, usado para caracterizar algo que é caracteristicamente auto referencial.
NPR: National Public Radio; Uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos e de titularidade pública do Governo dos Estados Unidos.
Schmaltz: Trabalhos artísticos, como música ou escrita, que tem a intenção de causar fortes sentimentos tristes ou românticos, mas sem qualquer real valor artístico. 
Hooligans: vândalos
Você pode encontrar o artigo original aqui.


Bom dia, meus queridos!

 Antes de mais nada, acho que quem já assistiu esse filme bem sabe que não foi muito bom, então vou comentar um pouco sobre o que achei, apontar as diferenças e ressaltar um pouco sobre como eu acho que o filme teria sido um pouco melhor.



 Acredito que quem foi ver a película na Netflix, em grande maioria, são fãs do mangá e do anime e com toda certeza esses telespectadores ficaram se sentindo tão decepcionados quanto eu... mas vamos a sinopse (do filme): 

"Seattle, Estados Unidos. Light Turner (Nat Wolff) é um estudante brilhante que, um dia, encontra um caderno que repentinamente cai do céu. Trata-se do Death Note, que permite ao seu portador matar qualquer pessoa que conheça a partir da mera anotação do nome do alvo numa de suas páginas. Sob a influência de Ruyk (Willem Dafoe), o dono do caderno, Light passa a usá-lo para eliminar criminosos e pessoas que escaparam da justiça. A súbita onda de assassinatos faz com que ele seja endeusado por muitos, que o apelidaram de Kira, mas também atrai a atenção de um enigmático e também brilhante detetive, chamado L (Lakeith Stanfield)."

 Ao ler essa descrição até dá pra se pensar que ele vai seguir o roteiro do anime - que é uma das melhores animações que eu já assisti - em razão dos seus personagens intelectuais e da mistura de casos sobrenaturais e reais que se passa ali. Bem... não foi o que aconteceu. 

Quando a Netflix divulgou que o filme seria feito eles deixaram claro que iriam "ocidentalizar" a história, trazendo personagens americanos e um roteiro um pouco diferente. Até aí tudo bem, apesar dos Shinigamis serem um mito japonês, não parecia ser um problema. Anunciaram então também que o L seria negro e, novamente, tudo bem, afinal de contas tudo iria se passar em um local diferente, em um tempo diferente... Eu só não esperava que transformassem os personagens em dois burros.

                                          

De alguma forma eles conseguiram tirar completamente as características mais notáveis do Light e do L. Não houve qualquer briga intelectual entre ambos, o Light se mostra um adolescente assustado desde o início do filme e quem tem as grandes ideias, que são do Kira na história original, é o Ryuk, o Shinigami que no anime está mais interessado com as consequências dos atos do personagem principal do que em influenciar qualquer coisa.

Além de tudo isso, temos um Kira que começa a fazer grandes besteiras por conta do maior problema da humanidade (o qual, no desenho, o Light é praticamente imune): ele se apaixona. Quem deveria ser realmente chamado de Kira, deveria ser a namorada do Light, a Mia (Sara Margaret Qualley), que embora tenha uma visão de real psicopatia, pelo menos parece ser a pessoa menos "boba" do filme todo. 

"Ah, mas o objetivo não era ser igual ao anime e vocês tem que aceitar as diferenças"
Olha, sim e não. É verdade que não precisava ser igual, mas eles poderiam ter feito algo realmente diferente. Eles poderiam ter feito novos personagens como um tipo de mundo alternativo ou continuação, com o Death Note sendo passado para outra pessoa e afins. Se iriam usar os personagens reais e a história do Kira eles poderiam, no mínimo, ter feito alguém com mais personalidade que um Light revoltado sem causa. No fim das contas, os produtores sabiam que o público não iria ficar satisfeito com a completa desconstrução de um personagem MUITO bom.

                                       

Acredito, no entanto, que a maior decepção foi o L. Vamos esquecer completamente que o ator é negro porque eu não estou entrando em mérito de raça, afinal de contas o L poderia ser negro e ser genial... Mas o personagem se tornou uma outra decepção. No filme, o maior investigador do Japão se torna sentimental e desconcentrado, o que faz a caça ao Kira ser algo quase tedioso, na minha opinião. O filme por conta de um roteiro fraco tornou-se previsível e maçante em algumas partes e a grande briga entre um homem considerado Deus e o maior investigador do mundo virou uma picuinha adolescente. 

Falando como fã do desenho, ainda fiquei mais triste quando, no filme, aparecem regras do Death Note que foram mudadas, personagens geniais que não foram citados e um final tão decepcionante quanto o resto inteiro da película...

 No fim das contas, a minha conclusão foi que, assim como 13 Reasons Why - outra adaptação da Netflix que eu simplesmente não suportei - o filme do Death Note pareceu algo que não foi bem pensado. 

P.s: Netflix eu ainda te amo demais. P.S.S: Vou fazer uma resenha de Disjointed inclusive  <3 


  A frase "os políticos refletem seu povo" nunca pareceu tão real para mim quanto agora. Nós ouvimos isso diversas vezes e, ainda assim, existem pessoas que culpam os problemas de corrupção e mentiras apenas como "coisa de político", então cheguei a conclusão de que os eleitores brasileiros precisam saber de certas verdades a próxima vez que votarem.


 A primeira coisa importante - que eu percebi logo após a saída da Dilma Roussef (PT)  da Presidência da República - é que as pessoas adotam figuras por pena e as tornam mártires. Assim como aconteceu com Getúlio Vargas depois de "sair da vida para entrar na história", a população  acolhe alguém que está sendo 'apedrejado' e o transforma no grande injustiçado, sem ao menos ler um pouco ou tentar lembrar os motivos das grandes manchetes e das investigações.
 Graças as redes sociais, hoje nós não somos inocentes até que se prove o contrário, mas sim culpados e, graças a preguiça da população de pesquisar e tentar se orientar sobre coisas importantes - como é a política democrática - apenas leem frases sensacionalistas e as reproduzem, sem ao menos tentar entender o todo.
  É como se a globalização tivesse alienado ainda mais um povo que já não tem muito acesso real a educação. Por conta de partidos comandados por ladrões o país se tornou extremista, tendo expressões como "esquerda e direita" e sistemas econômicos como o socialismo e o capitalismo sendo usados de forma errônea para pontuar argumentos que mais parecem piadas de stand-up mal contadas.
 Acredito que a segunda coisa importante é pontuar que as discussões em redes sociais e brigas completamente gratuitas por divergência de opiniões políticas não ajuda você em nada, apenas o seu candidato. Na internet, todos tem o espaço para falar o que pensam. Que existem pessoas estúpidas todo mundo sabe, o problema é que muitas dessas agora se intitulam "formadores de opinião".
 Por fim a terceira coisa é: não acredite na palavra de políticos enquanto eles não provaram nada. Procure o histórico de cada um antes de votar porque o voto é algo que muda sim a vida de todos, é algo que está ligado diretamente a tudo o que nós fazemos.
 Ouço e vejo muitas pessoas desesperançosas e que acreditam que o voto em branco ou nulo é a melhor solução. A melhor solução, minha gente, é a democracia, e assim como os seus representantes você também tem que exerce-la de forma correta. Político gosta de politicagem e a maioria deles - não todos pois acredito que existem exceções - vão falar qualquer coisa para ganhar seu voto.
 Não se engane com falsas promessas. Pesquise e fique atento as mudanças nas suas cidades. Não só em eleições grandes, mas vereadores e deputados estaduais também são importantes e precisam ser bem votados.
 Por fim, gostaria de chamar atenção aos leitores para a votação sobre o "distritão". Fiquem atentos, pois com a aprovação desse Projeto de Emenda Parlamentar (PEC) muita coisa em nossa política irá mudar e vai ser ainda mais importante que nós, eleitores, tenhamos noção de para quem está indo o nosso voto. Você pode saber mais da votação aqui.


Boa tarde, meus queridos!


Eu estou com duas resenhas guardadinhas para lançar, mas antes de colocar elas no ar eu precisei fazer esse texto. Recentemente vi um artigo sobre um homem dos Estados Unidos que morou durante 3 anos no Brasil e decidiu listar 20 motivos do porque ele odeia o país e as pessoas dentro dele. Após fazer a leitura das razões do rapaz (que se coloca como americano, e não como estadunidense, que nem qualquer outro egocêntrico do país da América do Norte) eu decidi fazer uma resposta para todas as razões dele.

1 - "Eles não têm consideração por aqueles que não participam de seu círculo social".  No primeiro motivo do rapaz, ele reclama do fato de que, se você falar para algum vizinho baixar o volume do som, os brasileiros só mandam você 'se foder'. 


Resposta: a primeira coisa é que nem todos os brasileiros são assim. Se você teve uma experiência ruim com algum vizinho, não significa que todos são tão ruins e, se te incomodou, chame a polícia. Depois das 22 horas é proibido barulhos que incomodam as pessoas... nós temos leis, somos civilizados por incrível que pareça.

2 - Em seu segundo motivo, ele fala que brasileiro é agressivo e que quer levar vantagem em tudo e fala sobre o nosso trânsito, das pessoas não darem passagem para outras. 

Resposta: sim, existe muita falta de educação no trânsito, mas um estadunidense falar que os brasileiros querem levar vantagem em tudo e que são extremamente agressivos é cômico, quase hipocrisia, levando em consideração que o país que o rapaz veio é um dos que mais levam vantagem em cima de países de terceiro mundo. Vocês literalmente vem pra cá por achar que podem fazer tudo o que quiserem...

3 - Em seu terceiro motivo, ele fala que os brasileiros não respeitam o meio ambiente e que o país é sujo em todos os lugares.


Resposta: novamente sim, o Brasil não tem uma cultura de jogar lixo no lixo, apesar de existirem muitas campanhas para deixar as cidades limpas (nosso espaço alternativo de Porto Velho é um exemplo da má educação da população), porém os Estados Unidos é um país que realmente desrespeita o meio ambiente, começando pelo fato de que eles não preservaram nem 5% de suas florestas. Sem mencionar que quase todos os rios e lagos dos EUA são completamente poluídos.
Artigo sobre os problemas ambientais deles você encontra aqui

4 - No quarto motivo ele fala da nossa política, que deixamos a corrupção passar e que sempre elegemos os mesmos corruptos.


Resposta: vocês elegeram o Trump, um palhaço de TV que tem muito dinheiro e faz discursos de ódio sem fim. O cara está fazendo um muro para separar os EUA do México... Não fale da NOSSA política. Nós sabemos que somos fodidos, mas no momento é o sujo falando do mal lavado.

5 - Agora ele fala que as mulheres do Brasil só ligam para sua aparência e fazem tudo por competição. 

Resposta: Os Estados Unidos é um dos países que mais fazem cirurgias plásticas no mundo. As mulheres são extremamente competitivas e quase todos os cosméticos usados por brasileiras vem de lá. Me poupe.

6 - Em sexto lugar, ele fala que não existe fidelidade nos relacionamentos brasileiros. Que todos os homens não prestam aqui e que traem as mulheres sem disfarçar. 

Resposta: acontece, assim como também acontece em basicamente qualquer outro país. Isso não é problema do brasileiro, e sim do mundo que é patriarcal. Existem países que o adultério é considerado um crime para mulher e homens podem ter relacionamentos poligâmicos a vontade. Não culpe isso em nosso país, afinal, os EUA também tem altas taxas de infidelidade nos casamentos e altos índices de divórcio pelo mesmo motivo.

7 - Em sétimo ele falou que somos muito mal educados e falamos mal dos outros publicamente, sem ligar para nada.

Resposta: a quantidade de bullying e intolerância racial nos Estados Unidos me faz não ter vontade alguma de responder esse motivo. Novamente, falar mal dos outros não é exclusividade brasileira, meu amigo. Você está fazendo isso e conseguindo ofender um país inteiro.

8 - Dessa vez ele falou que todos os trabalhadores brasileiros são malandros, preguiçosos e que querem trabalhar pouco para ganhar muito. 


Resposta: meu amigo, nós temos uma das jornadas de trabalho mais longas do mundo, diferente de vocês. Nos Estados Unidos também tem muita gente preguiçosa, a diferença é que vocês trabalham um horário justo para receber algo justo, não 12 horas por dia para receber um salário mínimo. TODO mundo quer trabalhar menos para ganhar mais, PARA DE DAR EXCLUSIVIDADE AO BRASIL QUERIDO.

9 - Em nono ele fala que os ricos daqui são ignorantes, arrogantes e só pensam neles mesmos.


Resposta: sério... de novo... não é só em nosso país e nem todos os ricos são assim. Olha para onde você mora antes de falar da gente.

10 - Essa reclamação é sobre o fato de que brasileiro não para de falar nunca e sempre está interrompendo as pessoas para falar.

Resposta: sinceramente, você deve ter ficado com uma família que é extremamente mau educada, pois isso não é coisa de brasileiro. Acredito que uma das maiores vantagens do brasileiro é adorar ouvir os outros, principalmente pessoas de outro país.

11 - "A polícia é ineficaz, ganha pouco, não cumpre as leis para proteger a população, que por sua vez não respeita a polícia."

Resposta: quase tudo verdade, mas um estadunidense não pode falar algo assim tendo em vista que quase todos os filmes hollywoodianos fazem piada da força tarefa de polícia americana. Outra, nossos policiais são sucateados em sua maioria, tem um péssimo treinamento e não tem incentivo para ajudar a população, porque sim, eles ganham pouco. Realmente, essa é culpa da nossa administração.

12 - "Eles tornam tudo inconveniente e difícil (...) a burocracia que os políticos impõem para os cidadãos é algo de outro mundo. Os impostos nunca retornam para o povo (...) eles são sempre roubados na 'cara dura'".

Resposta: essa, infelizmente, é verdade.

13 - "Voltando ao assuntos dos impostos, eles pagam taxas absurdas para tudo (produtos de casa, eletrônicos, carros, arroz, feijão,etc…). Os empresários são obrigados a seguir as leis para sustentar um governo corrupto e quase nunca conseguem fazer lucro."


Resposta:  outra verdade, não podemos discutir sobre isso, apenas tentar melhorar nosso governo. 

14 - Em outra razão, ele fala que aqui é extremamente quente.


Resposta: outra coisa que não podemos mudar, mas nos acostumamos, você também deveria, principalmente sendo um visitante no país. Outra, o Brasil é um dos maiores países em território do mundo, tem vários lugares mais frios de onde você provavelmente ficou... vai pra lá. 

15 - "A comida é sem graça, repetitiva e inconveniente. Quase não existe alimentos congelados ou prontos para serem consumidos. Quando você encontra, o preço é absurdamente elevado."


Resposta: a nossa é uma das melhores culinárias do mundo. Vocês só comem coisa congelada e enlatada. Não tem saúde quase nenhuma e, honestamente, é quase nojento. Não fale da nossa culinária porque vocês não tem nem pratos regionais, bitches. 

16 - "Eles são muito sociáveis e quase nunca ficam sozinhos. Você não consegue descansar nos fins de semana (…) é quase que ‘obrigatório’ convidar as pessoas para ir na sua casa."

Resposta: se você quer ficar sozinho, fique. Aqui somos muito sociáveis SIM, somos educados e queremos dar as boas vindas as pessoas de fora. Se gosta de se isolar é só ficar em casa, não  obrigamosninguém a fazer nada, queridos. 

17 - "Eles não saem debaixo das ‘asas’ do papai e da mamãe. Moram todos juntos, espremidos. Ficam perto emocional e geograficamente durante toda a vida. As famílias vivem intrometendo na vida do casal (aconteceu comigo) e fazem fofocas diariamente."


Resposta: primeiro que isso é algo cultural e segundo, não culpe todas as famílias brasileiras porque você teve problema com a sua sogra. Nos Estados Unidos, apesar de não viverem sempre com a família, os parentes de casais e amigos conseguem ser tão chatos quanto... Existem Reality Shows que mostram claramente isso. 

18 - "Serviços básicos como eletricidade, água, esgoto e internet são péssimos e/ou ausentes na maior parte do país […] quando você encontra esses serviços, eles são absurdamente caros e ruins."

Resposta: infelizmente isso é um fato, como em qualquer outro país de terceiro mundo. Nós somos uma economia (quase) em ascensão. Isso é um fato não só aqui como quase em toda a América Latina e América Central. 

19 - "A qualidade da água é reprovável"

Resposta: mesma coisa que eu falei acima, porém temos mais fontes de água potável que os Estados Unidos, levando em conta nossa hidrografia.

20 - Só existe um tipo de cerveja no Brasil e é composta basicamente de água […] é uma porcaria. As cervejas importadas custam os olhos da cara.


Resposta: verdade em parte, mas os Estados Unidos também não tem cerveja boa.. as cervejas boas de vocês vem de outros lugares. 

Eu não sei você que está lendo isso, mas eu amo o meu país, apesar dos grandes defeitos e acho um absurdo um estadunidense vir aqui e listar 20 coisas que ele odiou por ter experiências ruins. Compartilhem suas opiniões aqui! 


Olá, queridos!

Como uma boa sentimental, eu tenho cerca de 20 à 30 playlists que vão variando de acordo com o meu humor(a maioria delas são bem românticas ou depressivas porque a vida tem dessas...). Acredito, inclusive, que quem ainda não aderiu essa ideia o faça porque é extremamente terapêutico. Apesar de serem muitas, as músicas que me tocam eu sempre lembro e as guardo em um local especial do meu coração e hoje vou compartilhar com vocês um setlist com as músicas que mais me tocam, contar um pouco da história de cada uma e de como elas fizeram e fazem parte da minha vida.

1. "Mercy, Mercy Me" (Marvin Gaye)


 Eu conheci essa música no aleatório do Spotify. A primeira versão dela que escutei foi a feita pelo The Strokes juntamente com o Eddie Vedder (Pearl Jam), mas originalmente foi escrita pelo Marvin Gaye em 1971 A música em si é a paixão do homem pela terra, onde ele mora. "what about this over crowded island? How much more abuse from man can she stand?". Na época (e acredito que ainda é) foi considerada uma das maiores músicas de pesar pelo planeta Terra. É simplesmente linda. Quem não conhece, a versão de cima é do Strokes, mas colocarei no fim do texto a original para vocês.

2. "Ready to Start" (Arcade Fire)

Eu devo o que sinto com essa música a dois amigos em particular. Um que me apresentou a banda como "a banda do coração" e a outra que, junto comigo, se divertiu muito ao som dessa e de muitas outras que nos trazem uma certa nostalgia de tempos que não estão muito longe. A melodia dela em si já te conecta com a música... quando você analisa a letra então é impossível não gostar dela. Tem um baixo bom de ouvir e uma melodia que segue perfeitamente o lado as vezes triste e as vezes nostálgico da música. "If I was scared I would, and if I was bored, you know I would, and if I was yours... but I'm not".

3. "Amores Perros" (Makalister)

Na minha lista de músicas que andam marcando momentos não posso deixar passar o Makalister que está entre os meus favoritos do Rap Nacional. Eu sou toda apaixonada e essa música tem o tom de romance atual. "Decoro teu corpo sem precisar de luz, devoro teu corpo sem precisar de mais nada". Makalister consegue colocar na música as dores e sabores de ter um relacionamento bom e conturbado (Ouçam o LP Makalister Renton e vão entender exatamente do que eu estou falando).

4. "Maurício" (Legião Urbana)

Certamente uma música do Legião que eu queria muito que as pessoas tocasse mais nos bares que "Tempo Perdido" pelo simples motivo de que essa música é linda (e sinceramente galera, vocês precisam melhorar nessas setlists, todo mundo toca as clássicas). Maurício fala de algo que todos os jovens passam, a vontade de fugir, de tentar se entender e as vezes, de simplesmente desaparecer. "As vezes faço planos, as vezes quero ir, para um país distante, voltar a ser feliz". Apesar de ser uma escapatória, essa música em análise também é algo extremamente romântico "Meu coração já não me pertence, já não quer mais me obedecer, parece agora estar tão cansado quanto eu". Outra música do nosso querido Renato Russo falando dos corações partidos e momentos em que a realidade é simplesmente assustadora demais.

5. "Take me Dancing" (The Maine)

(Eclética much?!) Essa banda marcou minha adolescência, mas essa música em particular é uma que eu sempre achei muito boa de ouvir e as letras são lindas também. Ela fala sobre uma relação de pai/filho, onde o personagem tem alguns problemas com depressão. A música foi escrita pelo cantor, John O'Callaghan, que sofre da doença. "Oh a good man said, if you're feeling dead, you've gotta try to find a way to be alive".

6. "The Wolves (part I and II)" (Bon Iver)

Ah... Essa música. A primeira vez que eu ouvi descobri uma poesia entre harmonia e letra que você só sente a ouvindo. "Someday my pain will mark you...".  É como se você ouvisse e todo o resto parasse. É da banda "Bon Iver" e a voz do Justin Vernon harmonizada com as outras da banda (a música é tocada por dez pessoas) é algo que parece ter saído de um conto de fadas (Segundo um amigo, juntamente com a Florence Welch e o Robert Plant). Hoje tanto The Wolves quanto toda a discografia da banda é tocada várias vezes no meu spotify e eu recomendo a todos.

7. "Quando Bate Aquela Saudade" (Rubel)

Acredito que todos os apaixonados e pessoas de coração partido se sentem tocados quando ouvem Rubel, principalmente essa música linda que transmite, tanto no instrumental quanto na letra, todos aqueles sentimentos guardadinhos no fundo. "Olha bem mulher, eu vou te ser sincero, eu to com uma vontade danada de te dar todos os beijos que eu não te dei"... Particularmente eu acredito que ela é o que a gente sente toda vez que se depara com 'a' pessoa. É a vontadezinha danada de estar sempre perto. Rubel, não só com essa música, mas com o álbum inteiro, nos traz sensações de paixão, tristeza e carinho... simplesmente maravilhoso.

8. "Beautiful" (Eminem)


Vou colocar por último esse rap que fez eu me apaixonar pelo trabalho desse homem. Essa letra me ajudou muito em momentos difíceis. Quem acompanha a história do Marshall sabe as dificuldades que ele passou, as besteiras que fez e a tentativa de se recuperar. "Beautiful" foi lançada em uma época de muita polêmica ainda em cima dele e ele fala sobre depressão, sobre cada um carregar seu próprio peso e a necessidade constante de termos de lembrar que a vida não é fácil, mas tudo o que levamos é equivalente ao que podemos carregar. Ele também fala um pouco sobre quando precisamos de ajuda e não somos ouvidos.. aquela parte de nossas vidas em que pedimos socorro no silêncio esperando desesperadamente que alguém nos ouça. "Are you calling me? Are you trying to get trough? Are you reaching out for me? Oh, I'm reaching out for you...".

Espero que vocês gostem e que mandem suas sugestões também s2 De extra, vou deixar aqui a versão do Marvin Gaye de "Mercy Mercy Me"


e "Affection" do Cigarettes After Sex que é uma música muito linda, também indicada por um grande amigo.