Boa tarde, meus queridos!


Eu estou com duas resenhas guardadinhas para lançar, mas antes de colocar elas no ar eu precisei fazer esse texto. Recentemente vi um artigo sobre um homem dos Estados Unidos que morou durante 3 anos no Brasil e decidiu listar 20 motivos do porque ele odeia o país e as pessoas dentro dele. Após fazer a leitura das razões do rapaz (que se coloca como americano, e não como estadunidense, que nem qualquer outro egocêntrico do país da América do Norte) eu decidi fazer uma resposta para todas as razões dele.

1 - "Eles não têm consideração por aqueles que não participam de seu círculo social".  No primeiro motivo do rapaz, ele reclama do fato de que, se você falar para algum vizinho baixar o volume do som, os brasileiros só mandam você 'se foder'. 


Resposta: a primeira coisa é que nem todos os brasileiros são assim. Se você teve uma experiência ruim com algum vizinho, não significa que todos são tão ruins e, se te incomodou, chame a polícia. Depois das 22 horas é proibido barulhos que incomodam as pessoas... nós temos leis, somos civilizados por incrível que pareça.

2 - Em seu segundo motivo, ele fala que brasileiro é agressivo e que quer levar vantagem em tudo e fala sobre o nosso trânsito, das pessoas não darem passagem para outras. 

Resposta: sim, existe muita falta de educação no trânsito, mas um estadunidense falar que os brasileiros querem levar vantagem em tudo e que são extremamente agressivos é cômico, quase hipocrisia, levando em consideração que o país que o rapaz veio é um dos que mais levam vantagem em cima de países de terceiro mundo. Vocês literalmente vem pra cá por achar que podem fazer tudo o que quiserem...

3 - Em seu terceiro motivo, ele fala que os brasileiros não respeitam o meio ambiente e que o país é sujo em todos os lugares.


Resposta: novamente sim, o Brasil não tem uma cultura de jogar lixo no lixo, apesar de existirem muitas campanhas para deixar as cidades limpas (nosso espaço alternativo de Porto Velho é um exemplo da má educação da população), porém os Estados Unidos é um país que realmente desrespeita o meio ambiente, começando pelo fato de que eles não preservaram nem 5% de suas florestas. Sem mencionar que quase todos os rios e lagos dos EUA são completamente poluídos.
Artigo sobre os problemas ambientais deles você encontra aqui

4 - No quarto motivo ele fala da nossa política, que deixamos a corrupção passar e que sempre elegemos os mesmos corruptos.


Resposta: vocês elegeram o Trump, um palhaço de TV que tem muito dinheiro e faz discursos de ódio sem fim. O cara está fazendo um muro para separar os EUA do México... Não fale da NOSSA política. Nós sabemos que somos fodidos, mas no momento é o sujo falando do mal lavado.

5 - Agora ele fala que as mulheres do Brasil só ligam para sua aparência e fazem tudo por competição. 

Resposta: Os Estados Unidos é um dos países que mais fazem cirurgias plásticas no mundo. As mulheres são extremamente competitivas e quase todos os cosméticos usados por brasileiras vem de lá. Me poupe.

6 - Em sexto lugar, ele fala que não existe fidelidade nos relacionamentos brasileiros. Que todos os homens não prestam aqui e que traem as mulheres sem disfarçar. 

Resposta: acontece, assim como também acontece em basicamente qualquer outro país. Isso não é problema do brasileiro, e sim do mundo que é patriarcal. Existem países que o adultério é considerado um crime para mulher e homens podem ter relacionamentos poligâmicos a vontade. Não culpe isso em nosso país, afinal, os EUA também tem altas taxas de infidelidade nos casamentos e altos índices de divórcio pelo mesmo motivo.

7 - Em sétimo ele falou que somos muito mal educados e falamos mal dos outros publicamente, sem ligar para nada.

Resposta: a quantidade de bullying e intolerância racial nos Estados Unidos me faz não ter vontade alguma de responder esse motivo. Novamente, falar mal dos outros não é exclusividade brasileira, meu amigo. Você está fazendo isso e conseguindo ofender um país inteiro.

8 - Dessa vez ele falou que todos os trabalhadores brasileiros são malandros, preguiçosos e que querem trabalhar pouco para ganhar muito. 


Resposta: meu amigo, nós temos uma das jornadas de trabalho mais longas do mundo, diferente de vocês. Nos Estados Unidos também tem muita gente preguiçosa, a diferença é que vocês trabalham um horário justo para receber algo justo, não 12 horas por dia para receber um salário mínimo. TODO mundo quer trabalhar menos para ganhar mais, PARA DE DAR EXCLUSIVIDADE AO BRASIL QUERIDO.

9 - Em nono ele fala que os ricos daqui são ignorantes, arrogantes e só pensam neles mesmos.


Resposta: sério... de novo... não é só em nosso país e nem todos os ricos são assim. Olha para onde você mora antes de falar da gente.

10 - Essa reclamação é sobre o fato de que brasileiro não para de falar nunca e sempre está interrompendo as pessoas para falar.

Resposta: sinceramente, você deve ter ficado com uma família que é extremamente mau educada, pois isso não é coisa de brasileiro. Acredito que uma das maiores vantagens do brasileiro é adorar ouvir os outros, principalmente pessoas de outro país.

11 - "A polícia é ineficaz, ganha pouco, não cumpre as leis para proteger a população, que por sua vez não respeita a polícia."

Resposta: quase tudo verdade, mas um estadunidense não pode falar algo assim tendo em vista que quase todos os filmes hollywoodianos fazem piada da força tarefa de polícia americana. Outra, nossos policiais são sucateados em sua maioria, tem um péssimo treinamento e não tem incentivo para ajudar a população, porque sim, eles ganham pouco. Realmente, essa é culpa da nossa administração.

12 - "Eles tornam tudo inconveniente e difícil (...) a burocracia que os políticos impõem para os cidadãos é algo de outro mundo. Os impostos nunca retornam para o povo (...) eles são sempre roubados na 'cara dura'".

Resposta: essa, infelizmente, é verdade.

13 - "Voltando ao assuntos dos impostos, eles pagam taxas absurdas para tudo (produtos de casa, eletrônicos, carros, arroz, feijão,etc…). Os empresários são obrigados a seguir as leis para sustentar um governo corrupto e quase nunca conseguem fazer lucro."


Resposta:  outra verdade, não podemos discutir sobre isso, apenas tentar melhorar nosso governo. 

14 - Em outra razão, ele fala que aqui é extremamente quente.


Resposta: outra coisa que não podemos mudar, mas nos acostumamos, você também deveria, principalmente sendo um visitante no país. Outra, o Brasil é um dos maiores países em território do mundo, tem vários lugares mais frios de onde você provavelmente ficou... vai pra lá. 

15 - "A comida é sem graça, repetitiva e inconveniente. Quase não existe alimentos congelados ou prontos para serem consumidos. Quando você encontra, o preço é absurdamente elevado."


Resposta: a nossa é uma das melhores culinárias do mundo. Vocês só comem coisa congelada e enlatada. Não tem saúde quase nenhuma e, honestamente, é quase nojento. Não fale da nossa culinária porque vocês não tem nem pratos regionais, bitches. 

16 - "Eles são muito sociáveis e quase nunca ficam sozinhos. Você não consegue descansar nos fins de semana (…) é quase que ‘obrigatório’ convidar as pessoas para ir na sua casa."

Resposta: se você quer ficar sozinho, fique. Aqui somos muito sociáveis SIM, somos educados e queremos dar as boas vindas as pessoas de fora. Se gosta de se isolar é só ficar em casa, não  obrigamosninguém a fazer nada, queridos. 

17 - "Eles não saem debaixo das ‘asas’ do papai e da mamãe. Moram todos juntos, espremidos. Ficam perto emocional e geograficamente durante toda a vida. As famílias vivem intrometendo na vida do casal (aconteceu comigo) e fazem fofocas diariamente."


Resposta: primeiro que isso é algo cultural e segundo, não culpe todas as famílias brasileiras porque você teve problema com a sua sogra. Nos Estados Unidos, apesar de não viverem sempre com a família, os parentes de casais e amigos conseguem ser tão chatos quanto... Existem Reality Shows que mostram claramente isso. 

18 - "Serviços básicos como eletricidade, água, esgoto e internet são péssimos e/ou ausentes na maior parte do país […] quando você encontra esses serviços, eles são absurdamente caros e ruins."

Resposta: infelizmente isso é um fato, como em qualquer outro país de terceiro mundo. Nós somos uma economia (quase) em ascensão. Isso é um fato não só aqui como quase em toda a América Latina e América Central. 

19 - "A qualidade da água é reprovável"

Resposta: mesma coisa que eu falei acima, porém temos mais fontes de água potável que os Estados Unidos, levando em conta nossa hidrografia.

20 - Só existe um tipo de cerveja no Brasil e é composta basicamente de água […] é uma porcaria. As cervejas importadas custam os olhos da cara.


Resposta: verdade em parte, mas os Estados Unidos também não tem cerveja boa.. as cervejas boas de vocês vem de outros lugares. 

Eu não sei você que está lendo isso, mas eu amo o meu país, apesar dos grandes defeitos e acho um absurdo um estadunidense vir aqui e listar 20 coisas que ele odiou por ter experiências ruins. Compartilhem suas opiniões aqui! 


Olá, queridos!

Como uma boa sentimental, eu tenho cerca de 20 à 30 playlists que vão variando de acordo com o meu humor(a maioria delas são bem românticas ou depressivas porque a vida tem dessas...). Acredito, inclusive, que quem ainda não aderiu essa ideia o faça porque é extremamente terapêutico. Apesar de serem muitas, as músicas que me tocam eu sempre lembro e as guardo em um local especial do meu coração e hoje vou compartilhar com vocês um setlist com as músicas que mais me tocam, contar um pouco da história de cada uma e de como elas fizeram e fazem parte da minha vida.

1. "Mercy, Mercy Me" (Marvin Gaye)


 Eu conheci essa música no aleatório do Spotify. A primeira versão dela que escutei foi a feita pelo The Strokes juntamente com o Eddie Vedder (Pearl Jam), mas originalmente foi escrita pelo Marvin Gaye em 1971 A música em si é a paixão do homem pela terra, onde ele mora. "what about this over crowded island? How much more abuse from man can she stand?". Na época (e acredito que ainda é) foi considerada uma das maiores músicas de pesar pelo planeta Terra. É simplesmente linda. Quem não conhece, a versão de cima é do Strokes, mas colocarei no fim do texto a original para vocês.

2. "Ready to Start" (Arcade Fire)

Eu devo o que sinto com essa música a dois amigos em particular. Um que me apresentou a banda como "a banda do coração" e a outra que, junto comigo, se divertiu muito ao som dessa e de muitas outras que nos trazem uma certa nostalgia de tempos que não estão muito longe. A melodia dela em si já te conecta com a música... quando você analisa a letra então é impossível não gostar dela. Tem um baixo bom de ouvir e uma melodia que segue perfeitamente o lado as vezes triste e as vezes nostálgico da música. "If I was scared I would, and if I was bored, you know I would, and if I was yours... but I'm not".

3. "Amores Perros" (Makalister)

Na minha lista de músicas que andam marcando momentos não posso deixar passar o Makalister que está entre os meus favoritos do Rap Nacional. Eu sou toda apaixonada e essa música tem o tom de romance atual. "Decoro teu corpo sem precisar de luz, devoro teu corpo sem precisar de mais nada". Makalister consegue colocar na música as dores e sabores de ter um relacionamento bom e conturbado (Ouçam o LP Makalister Renton e vão entender exatamente do que eu estou falando).

4. "Maurício" (Legião Urbana)

Certamente uma música do Legião que eu queria muito que as pessoas tocasse mais nos bares que "Tempo Perdido" pelo simples motivo de que essa música é linda (e sinceramente galera, vocês precisam melhorar nessas setlists, todo mundo toca as clássicas). Maurício fala de algo que todos os jovens passam, a vontade de fugir, de tentar se entender e as vezes, de simplesmente desaparecer. "As vezes faço planos, as vezes quero ir, para um país distante, voltar a ser feliz". Apesar de ser uma escapatória, essa música em análise também é algo extremamente romântico "Meu coração já não me pertence, já não quer mais me obedecer, parece agora estar tão cansado quanto eu". Outra música do nosso querido Renato Russo falando dos corações partidos e momentos em que a realidade é simplesmente assustadora demais.

5. "Take me Dancing" (The Maine)

(Eclética much?!) Essa banda marcou minha adolescência, mas essa música em particular é uma que eu sempre achei muito boa de ouvir e as letras são lindas também. Ela fala sobre uma relação de pai/filho, onde o personagem tem alguns problemas com depressão. A música foi escrita pelo cantor, John O'Callaghan, que sofre da doença. "Oh a good man said, if you're feeling dead, you've gotta try to find a way to be alive".

6. "The Wolves (part I and II)" (Bon Iver)

Ah... Essa música. A primeira vez que eu ouvi descobri uma poesia entre harmonia e letra que você só sente a ouvindo. "Someday my pain will mark you...".  É como se você ouvisse e todo o resto parasse. É da banda "Bon Iver" e a voz do Justin Vernon harmonizada com as outras da banda (a música é tocada por dez pessoas) é algo que parece ter saído de um conto de fadas (Segundo um amigo, juntamente com a Florence Welch e o Robert Plant). Hoje tanto The Wolves quanto toda a discografia da banda é tocada várias vezes no meu spotify e eu recomendo a todos.

7. "Quando Bate Aquela Saudade" (Rubel)

Acredito que todos os apaixonados e pessoas de coração partido se sentem tocados quando ouvem Rubel, principalmente essa música linda que transmite, tanto no instrumental quanto na letra, todos aqueles sentimentos guardadinhos no fundo. "Olha bem mulher, eu vou te ser sincero, eu to com uma vontade danada de te dar todos os beijos que eu não te dei"... Particularmente eu acredito que ela é o que a gente sente toda vez que se depara com 'a' pessoa. É a vontadezinha danada de estar sempre perto. Rubel, não só com essa música, mas com o álbum inteiro, nos traz sensações de paixão, tristeza e carinho... simplesmente maravilhoso.

8. "Beautiful" (Eminem)


Vou colocar por último esse rap que fez eu me apaixonar pelo trabalho desse homem. Essa letra me ajudou muito em momentos difíceis. Quem acompanha a história do Marshall sabe as dificuldades que ele passou, as besteiras que fez e a tentativa de se recuperar. "Beautiful" foi lançada em uma época de muita polêmica ainda em cima dele e ele fala sobre depressão, sobre cada um carregar seu próprio peso e a necessidade constante de termos de lembrar que a vida não é fácil, mas tudo o que levamos é equivalente ao que podemos carregar. Ele também fala um pouco sobre quando precisamos de ajuda e não somos ouvidos.. aquela parte de nossas vidas em que pedimos socorro no silêncio esperando desesperadamente que alguém nos ouça. "Are you calling me? Are you trying to get trough? Are you reaching out for me? Oh, I'm reaching out for you...".

Espero que vocês gostem e que mandem suas sugestões também s2 De extra, vou deixar aqui a versão do Marvin Gaye de "Mercy Mercy Me"


e "Affection" do Cigarettes After Sex que é uma música muito linda, também indicada por um grande amigo.









Boa noite, queridos.

Em mais um momento de devaneio pela minha cabeça decidi escrever um texto, então vamos lá:

Começos são difíceis. Os finais? Eles são realmente torturantes, mas não há nada mais difícil que o início de algo. Não digo "difícil" como algo ruim, talvez finais realmente sejam bem piores, mas os começos são d-i-f-i-c-e-i-s. É algo complicado iniciar uma conversa com alguém, o início de um livro ou qualquer texto que se preze. Iniciar discursos ou relacionamentos, sendo o último exemplo o que sempre traz os resultados mais impactantes... Foi uma das coisas que eu aprendi.
 Acredito que, em alguma parte da vida de todas as pessoas existem aquelas feridas que não são cuidadas e levam sempre a coisas piores. Algumas nós mesmos voltamos a abrir e outras simplesmente não saram com o tempo. Melhoram até, mas não curam e essa é a primeira coisa que nós devemos pensar quando começamos algo.
Ou talvez sejam os meios as coisas mais complicadas, sabe?! No fim das contas, o meio da história é onde tudo se desenrola. Se tudo não se encaixar muitas coisas ficarão soltas, muitos fios... E é no meio que temos a paixão e então, o amor. E esses sentimentos são coisas que, durante nossa carta, serão repetidos muitas vezes.
O ser humano foi feito para amar, não importa a forma. Para não prolongar nosso texto vamos discutir sobre o amor romântico. Hoje falar sobre isso é quase um Tabu, levando em conta a quantidade de vezes que somos julgados por mergulhar de cabeça em coisas como namoros a distância ou relacionamentos jovens, mas a verdade é que o amor em todas as suas formas é algo que se ganha e se cuida, não se tem e joga fora. A paixão e o amor são coisas que nós não controlamos, apenas entendemos e tentamos compreender e, quando isso nos machuca, tentamos reprimir até parar de doer.
 Como seres humanos na metade da nossa carta, esses sentimentos são só o pouco de muitas outras coisas que virão a acontecer mas, hoje, o que mais dói ainda é a solidão que tantos casais ao redor te fazem sentir. Porque, no início, fomos ensinados que nada teria fim. A verdade é que o amor existe sim, mas ele tem níveis e a nossa cabeça tem vontade própria. O amor é sim como uma rosa, ou como uma casa que você construiu ou a sua coleção de quadrinhos... se você não cuidar, ele desgasta e pode quebrar.
 Por fim, - sim, eles são bem mais difíceis, - eu aprendi uma terceira coisa. O amor que você dá nem sempre será retribuído. Simples assim. As vezes nós damos tudo e não recebemos nada em troca e é nos momentos entre a morte de um amor e o início de outro que a gente tenta encontrar o próprio amor e, no fim das contas, aceitar o amor que as pessoas estão te dando, sem pedir mais simplesmente por oferecer mais.

P.S: Ir atrás de alguém não te faz trouxa, só demonstra que você ainda tem esperanças. As vezes as coisas mudam, tenta manter isso em mente.



  1. Quantas pessoas já saíram e entraram na sua vida esse ano? Quantas mágoas já foram? 

  2. As pessoas entram e saem da nossa vida ao longo dos anos, mas, honestamente, esse entra-e-sai de pessoas no meu coração está começando a parecer mais um sexo ruim.

  3. Nós passamos nosso tempo ouvindo frases feitas como essa... “você só sente falta quando perde”, “você tem que seguir em frente”, “já foi, não adianta chorar pelo leite derramado”... Os conscientes da dor nunca falam isso. Quem já sofreu com finais demais e pessoas demais não falam essas coisas.

  4. Quem já perdeu e começou a valorizar depois sentiu na pele anos e anos de, por exemplo, um relacionamento bom que se foi por um erro crasso cometido. Quem tem que seguir em frente, não consegue, pois o passado às vezes pesa demais. Quem chora pelo que aconteceu não consegue parar, porque sente que poderia ter feito mais.

  5. As pessoas entram e saem da nossa vida e nos ensinam que esses ditados clichês são verdadeiros, porém doem demais. A relação e seu término te fazem sentir em seus ossos todas as palavras que antes eram consideradas sem sentido. As pessoas que te machucam fazem você entender até a canção brega sobre dor que toca no rádio ao meio dia e que, normalmente você odeia, mas agora até essa música ridícula faz você pensar em como eram as coisas.

  6. Elas entram e saem da sua vida e algumas não saem, algumas ficam perto de você e ainda assim te magoam sem querer. E entram pessoas que também foram machucadas por outras pessoas e as cicatrizes delas se encaixam nas suas, fazendo um tipo de inteiro com pedaços quebrados.

  7. Às vezes elas saem da sua vida, mas ainda assim continuam a te magoar. Às vezes elas voltam e você deseja que não voltem... Às vezes o que você mais quer é que elas voltem. Na segunda alternativa, você percebe que não foi exatamente um retorno, pois nada é como antes.

  8. Você pode se apaixonar novamente pela mesma pessoa... e pode ser deixada novamente pela mesma pessoa, pois assim como você, ela também tem novas feridas e novas histórias. E ela pode estar mais machucada que você e também cansada do entra e sai. Talvez ela também tenha sentido a sua falta, mas a vida... ah, a vida. A vida é um entra e sai danado.

  9. Você aprende com esse entra e sai que renovações são necessárias e é complicado, porque você é ansioso e não quer que nada mude... mas tudo muda. Às vezes a pessoa que você mais admirava se torna a pessoa que você simplesmente não consegue aceitar e a pessoa que você mais odiava se torna alguém que vai te completar.

  10. No fim das contas, o sexo ruim se faz necessário para que você saiba diferenciar o que é bom e o que é ruim e quem vai te fazer bem e quem não vai... e quem vai te fazer crescer... e quem vai te fazer feliz. 


Oi, sumido rs. (quebrando o gelo com vocês depois de muito tempo sem contato)

Neste dia memorável em que eu tento voltar a escrever nesse blog que deixei abandonado por mais ou menos um ano (?), quero falar sobre algo novo e diferente e deixar apenas justificado aqui que, muitas coisas aconteceram no ano passado que me impediram de postar, entre elas falta de tempo e criatividade. Hoje farei uma tentativa de escrita para, aos poucos, conquistar de volta o carinho de vocês.

Começaremos os trabalhos de 2017 falando sobre a série mais bizarra e engraçada que você pode conhecer (e com uma das melhores atrizes): Santa Clarita Diet.


A sinopse é a seguinte: “Sheila (Drew Barrymore) e Joel Hammond(Timothy Olyphant) são dois corretores de imóveis que compartilham muito mais do que a mesma profissão. Casados e com uma filha adolescente, eles estão descontentes com a vida que levam em Santa Clarita, no subúrbio de Los Angeles. O destino deles começa a mudar quando Sheila passa por uma mudança radical.”
Lendo esse resumo, eu não poderia nem imaginar o que encontraria nesses nove episódios hilários. A personagem de Drew Barrymore passa pela transformação mais estranha do mundo: ela, subitamente, adquire uma doença que a faz ser um tipo de zumbi. Até aí a única coisa que você consegue pensar é em uma série trash muito horrível de ficção científica, mas não é bem isso.

O que acontece para deixar essa sitcom tão diferente e tão inovadora é o fato de que, por não ser um 
tipo de infestação, como acontece normalmente nas histórias de mortos-vivos, o caso  de Sheila é isolado e, diferente de TODOS os outros personagens que sofrem essa mutação nas mais variadas vertentes do mito, ela lida com o caso mais como uma simples mudança de comportamento, diminuindo a gravidade da doença.

A série começa com Sheila apresentando alguns sintomas estranhos. Enquanto o casal mostra uma casa que está a venda, a personagem começa a vomitar em grande quantidade (o suficiente para sujar o cômodo inteiro do banheiro da residência) e seu coração para. A partir de então, ela adquire hábitos que são completamente contrários ao seu estado normal, agindo de forma impulsiva, negligenciando assuntos que antes considerava de extrema importância e contrai uma vontade animal de comer tudo o que vê pela frente.

Até esse momento o casal decide que é só mais uma doença – por mais bizarros que os sintomas pareçam – até um corretor de imóveis novato chegar na empresa em que o casal trabalha e começar a dar em cima de Sheila de formas inconvenientes. No continuar da trama ele tenta beija-la de forma forçada e ela, raivosa e levada pelos instintos, devora o homem... no sentido literal da palavra.

Os Hammond também conta com o problema de dois vizinhos policiais, trazendo um aspecto do bom e do mal. O primeiro é um homem tranquilo e o segundo, o maior babaca da série inteira. Esse segundo, um delegado metido chamado Dan Palmer, interpretado pelo ator Ricardo Antônio Chavira, tem uma família também não muito convencional, sendo ele o único membro que você simplesmente odeia.

As três famílias que aparecem na sitcom são intrigantes, diferentes e todas engraçadas e de extrema importância. O melhor da série é que não há nenhum coadjuvante que não seja aproveitado da melhor forma possível com o decorrer do enredo, incluindo a filha de Sheila e Joel, uma adolescente chamada Abby, interpretada pela atriz Liv Helson. Ela inclusive ajuda muito os pais em conjunto com o enteado de Dan, o nerd (e um dos meus personagens preferidos) Eric Bemis, interpretado por Skyler Gisondo e o único que consegue, durante grande parte da série, ajudar a família Hammond com seu ‘problema’.

O desenrolar da série apenas de prende. O casal de corretores, que tinha uma vida normal e simples, passa a te transmitir uma das estórias mais hilárias da Netflix. A química de Drew Barrymore, Timothy Olyphant e Liv Helson passam a preocupação estranhamente real sobre a doença de Sheila. Você chega ao final da série e sente aquele vazio existencial e a ansiedade para a próxima temporada, logo, eu recomendo muito assistir.

Aqui o trailer pra vocês:



Notinha para os leitores:
 Eu sei que o texto não está dos melhores e, da próxima vez, prometo fazer uma melhor análise. Eu nunca tinha feito uma resenha sobre sériee ainda estou com alguns problemas para a escrita, sem falar que é muito difícil não dar spoilers... mas essa veio do coração <3 obrigada e até a próxima postagem!


Boa madrugada, leitores!

 Antes de mais nada, gostaria de me desculpar por deixar o blog nesse hiato infinito, é que esse ano está mais complicado do que eu pensei, porém eu não poderia deixar de falar sobre o que ocorreu nessa sexta-feira 13.
 Vocês sabem o significado da palavra Paz?

 De acordo com o Wikipédia a paz é: 

 - Geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações e agitação. Derivada do latim Pacem = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra. Neste sentido, a paz entre nações e dentro delas, é o objetivo assumido de muitas organizações, designadamente a ONU.

 Quando entrei no Dicionário Informal, encontrei os seguintes comentários:
- É ter a consciência tranquila. A sensação de que tudo permanece bem. É a verdadeira essência do amor e da felicidade plena.
- Poder confiar no seu semelhante. Ter Deus em seu coração. Isso é ter paz.
- Estado de completa harmonia entre o ser pensante e o criador. sensação de cumprimento das obrigações existenciais.
Estamos sempre pedindo por paz. Em nosso cotidiano, essa palavra é dita e pensada mais vezes do que é reparado, mas falamos sem saber exatamente do que se trata.

 Todos os dias os cristãos falam de paz, mas muitas igrejas estão pregando contra o evangélico, assim como igrejas protestantes falam sobre os espíritas e assim sucessivamente. Você acha que essas pessoas não pedem por paz também em suas vidas? 

Aquele seu vizinho insuportável que não te deixa em PAZ. Me diga, você já pensou em quantas vezes ele pediu por isso no dia?


 A paz que as pessoas tem na cabeça é uma utopia. Para o ser humano, é impossível ter paz pelo simples fato de que essa palavra vai contra os instintos humanos naturais. Ou talvez nossa raça ainda não tenha evoluído o suficiente, mas não importa. A crítica é a mesma. Você que está chorando assistindo o noticiário sobre o acontecimento em Paris, quantos casais gays em sua vida você olhou e pensou como era nojento o fato de eles ou elas se amarem?



 Hoje são incontáveis os filmes sobre apocalipses, como o mundo vai acabar por desastres naturais e todos nós seremos extintos da face da Terra. As vezes vejo esses filmes e fico pensando se, as pessoas que os escreveram, realmente acham que o mundo irá acabar em desastres naturais.

 Com as coisas que acontecem ao nosso redor não acho que serão furacões e avalanches. Acredito que o mundo irá acabar em ódio, pois enquanto há mil tentando conscientizar há milhões de mentes fechadas que olham para uma notícia de estupro e pensam em como aquela mulher mereceu só por estar com roupas curtas, ou em como as mortes em Paris foram horríveis.

 Eu vi o noticiário logo após assistir um filme chamado O Doador de Memórias. Vocês já viram?
 Fala sobre um mundo pós-guerra onde pessoas vivem em uma comunidade extremamente controlada, sendo inibidas de sentimentos reais, vivendo como ecos. Em algumas partes do filme o rapaz tem que lembrar como era o mundo antes da guerra e aparecem imagens maravilhosas. Aparecem pessoas dançando em festas na Índia, islâmicos sorrindo, mulheres dando a luz, casais se beijando... Aparecem crianças sorrindo e homens se declarando. 

O filme mostra a alegria de alguém que nunca viu nada disso e ele se pergunta o porque de eles não poderem ter tudo isso mais. Eu entendo o porque de nos trancarem em salas com ecos do passado. 

 Depois que o filme terminou, eu entrei na cozinha e meu pai falou que já haviam 60 mortos confirmados em Paris. A minha vontade foi de me trancar no quarto, chorar e não sair nunca mais.

 Pensem por um minuto apenas. Reflitam o que aconteceu nessa sexta-feira 13. Você acha que a culpa é só dos terroristas? O terrorismo vem da indiferença, do preconceito, da falta de aceitação. Vem de pessoas que querem impor ideias na cabeça de outras. Vem de fanáticos que acham que, por você acreditar em Deus, na bíblia e em qualquer outra coisa que não seja aquilo, você tem que morrer porque é infiel.

 Quantas vezes você católico já pensou isso de alguém? E você homofóbico? Evangélico? Branco? Negro? Anão? Homossexual?...

 Não é minoria ou maioria. Não é a diferença de cor, de gênero sexual ou de religião. Você são todos humanos, homo sapiens sapiens e a única real responsabilidade que tens na sua vida é de respeitar o próximo. Não amar! Você não precisa amar ao próximo ou começar a virar amigo de alguém que não goste. Eu não estou falando isso porque todo mundo julga e todo mundo erra. Estou falando de respeito. De você ouvir opiniões diferentes e apenas discutir elas, não tentar enfiar suas crenças e seus morais garganta a baixo de outros.

 Reflita antes de chorar pelos mais de cem mortos, porque aquilo ali é apenas o reflexo de uma sociedade que está a beira do colapso.



- Isabela G.


Boa madrugada, queridos!
 Como vão todos? Sim, sim. Eu estou a meia vida sem postar, eu sei. Em minha defesa, agora estudo a noite e estou tendo problemas para conciliar estudos e vida social, o que significa que é difícil arranjar tempo para escrever em um blog quando você está entre bebidas e a Constituição Federal.
Enfim... estou aqui porque esses dias eu consegui baixar uma quantidade significativa de filmes no meu computador, o que me deu a ideia de falar sobre certos filmes que, apesar de desconhecidos, eu acho completamente maravilhosos e acredito que, embora não tenham ganhado nenhum Globo de Ouro ou um Oscar da vida, deixam a cabeça das pessoas meio confusas, apaixonadas ou extremamente tristes, porque te tocam das formas mais íntimas e maravilhosas possíveis e imagináveis. Entendam que, nem todos esses filmes tem as melhores críticas, os melhores diretores ou os melhores enredos, mas cada um deles passa a mensagem que quer de uma forma direta, sem rodeios e falam sobre coisas que todo mundo quando está em uma fase confusa, apaixonada ou solitária deveria ouvir e entender.
1) Two Nights Stand



 Certo, esse filme eu assisti três vezes só essa semana. O enredo é sobre uma recém-formada estudante de medicina desempregada e que acabou de sair de um noivado com o rapaz que ela namorava desde o colegial.
 Em uma noite ela decide abrir uma conta em um site de relacionamentos e conhece um rapaz muito legal, logo ela vai para o apartamento dele para uma saída de uma noite só, mas após a transa eles tem uma briga e, quando ela tenta sair da casa do rapaz ela se depara com uma porta congelada. Surpresa! Uma nevasca os deixa presos durante todo o fim de semana e, aproveitando essa oportunidade, eles decidem fazer uma experiência onde apontam os defeitos de cada um na cama e depois tentam resolver. Ótimo jeito de passar o fim de semana, não é? também acho.
 Enfim, o que eu mais adoro nesse filme é a forma como eles falam do futuro. Ela acabou de se formar em medicina e odeia o fato de ter esse diploma porque não gosta de medicina.
 Eu acho que essa garota é uma heroína porque muitos jovens fazem coisas que não gostam porque é preciso. Faça uma carreira, tenha seus filhos, case com um bom homem, fique preso no escritório o dia inteiro... O filme bate em um fato em que penso todos os dias: será que nós realmente temos que trabalhar com o que gostamos? Quer dizer, se você gosta do seu trabalho ótimo, você foi um dos sortudos. O resto de nós que precisamos de um bom diploma para conseguir um bom emprego e tentar ter uma vida decente em um país como o nosso precisamos fazer algumas coisas das quais não gostamos para que o dinheiro possa vir e nós possamos fazer nossas viagens e nossas fotografias.
 Além desse detalhe, também me vem o fato de que as pessoas fazem muita besteira por paixão. O filme me fez lembrar o porque eu ainda acredito em toda aquela bobagem de amor a primeira vista e afins. Eu gosto de pensar que existe um pouco dessa magia no mundo e que, em poucos casos, pode acontecer de ser amor de verdade, sem todo o ceticismo daqueles que acham que casamento não dura para sempre e etc. Gosto de pensar que o amor é tudo aquilo que a gente vê nos filmes da Disney. Podem me crucificar por isso mais tarde.

2) As vantagens de ser Invisível


Quem não viu esse filme precisa assisti-lo agora! Todo adolescente precisa ver e ler essa obra para saber que não está sozinho no mundo e que é normal que nessa idade ninguém nos entenda e que todos nos achem loucos. É normal. Ser louco depende muito do contexto, se vocês querem saber.
 O filme conta a história de Charlie, um rapaz que acaba de entrar no colegial e que tem problemas de depressão muito sérios. Ele conhece Sam e Patrick na escola, amizades que o guiam entre os altos e baixos de sua vida.
 Eu precisei parar para ver esse filme novamente só para descrever a vocês a sensação que eu tenho quando admiro o que essa história tem para oferecer a todo mundo.
 Além de ter uma das melhores trilhas sonoras que eu já ouvi, As Vantagens de Ser Invisível mostra a dificuldade de se manter segredos, os problemas que você pode ter consigo mesmo todos os dias e ressalta principalmente que, não importa o quão ruim é o seu passado, todo mundo pode passar por cima de antigas dificuldades e fazer o melhor do seu futuro.
 Acima de tudo mostra o que é amizade em si. Eu posso dizer que tenho amigos. Não são muitos, mas são poucos e bons amigos. Pessoas que estão ali comigo a qualquer momento e que me entendem porque eu posso ser o pior ser humano do mundo de vez em quando. Amizade que ultrapassa toda aquela besteira de ter que dar bom dia ou ser legal com todo mundo toda hora. A vida é ruim e as pessoas ao seu redor sabem disso.
 Também explica bastante o porque que os relacionamentos que dão errado em nossa vida tem sempre um motivo especifico. Não é exatamente isso que fala, mas o que eu pude entender é que nós escolhemos o espelho de nós mesmos para amar e, quando não nos apreciamos, não acharemos pessoas que irão faze-lo.
 O filme é uma adaptação do livro de Stephen Chbonsky, o qual é tão incrível quanto sua versão para o cinema e tem umas explicações melhores e partes bem mais intrigantes.

3) God Help The Girl


 Eu sei que muita gente não gosta de musicais porque dizem não ter paciência para eles e sim, admito que muitos deles as vezes exigem uma maior atenção e força de vontade para terminar de assistir, mas esse é diferente.
 O enredo fala sobre uma garota chamada Eve, interpretada pela linda Emily Browning, que tem problema de anorexia e foge do hospital em que está internada. No caminho ela conhece James (Olly Alexander, aquele que participou dos episódios da Cassie na sétima temporada de Skins, o magrinho, não o grego gigante), um rapaz que adora música, mas é bem cético quanto a tudo. Eles começam a morar juntos em um apartamento e, em meio a sua amizade ela é apresentada para Cassie (que é interpretada pela Hannah Murray, aquela que faz a Cassie em Skins, o que eu achei irônico e maravilhoso porque não tem melhor Cassie que a Hannah), uma garota extrovertida e adorável que vira amiga dela.
 Nesse verão em Glasgow eles montam uma banda e começam a tocar músicas que ficam na sua cabeça, fazendo com que você queira assistir o filme diversas vezes por causa da voz e da interpretação da Emily.
 O interessante sobre o filme inteiro é você ver a transição da adolescência para a juventude. Não sei quanto a vocês, mas há um ano e meio atrás eu não queria nem ouvir falar da palavra ´´futuro´´. Na minha cabeça eu tinha tudo planejado e não gostava quando as pessoas vinham falar do que eu deveria ou não fazer com a minha vida.
 Eu ainda não gosto, mas com esse filme eu entendi um pouco que, não importa o quão maravilhoso é não ter responsabilidades, elas chegam a você e se tem que respirar fundo e arcar com as consequências. Não quer dizer que você vai deixar de fazer coisas que gostava, apenas significa que você terá de organizar seu tempo e seu dinheiro da forma que for melhor para cumprir seus deveres e viver seus direitos.

4)Tres Metros Sobre El Cielo

 Eu já falei sobre um filme que me fez querer me apaixonar e viver feliz para sempre. Esse filme não é assim. Quer dizer, você fica querendo se apaixonar perdidamente por um motoqueiro rebelde... até chegar o final do filme e você quer matar os dois personagens e arrancar seu coração para colocar numa caixa que nem o Davy Jones de Piratas do Caribe.
 O filme conta o drama de Babi e Hace, um casal onde ela e ele são os opostos perfeitos. Babi é certinha e filhinha de papai, só tem notas altas e é bem mimada, já Hace é um rapaz que, apesar de ter uma família de classe média alta, é bem rebelde e não mora com os pais, mas sim com o irmão por conta de algumas brigas que o filme explica para vocês.
 A questão inteira do filme é que ele faz de tudo para que ela goste dele, mas você percebe com o passar do enredo que aquela história de que os opostos se atraem pode até ser verdade, mas não é o ideal na vida de um casal, principalmente quando eles são diferentes de forma tão extrema quanto esses dois.
 Enquanto você assiste o drama do casal percebe  que as vezes a paixão por outra pessoa é tão intensa que fica insuportável. Não digo amor, porque não acho que o amor faça tão mal, mas a paixão é algo forte e que te deixa confuso e com a cabeça nas nuvens.
 Esse filme é uma adaptação do romance italiano de Federico Moccia e o nome no Brasil é Paixão Sem Limites. Apesar da adaptação que eu descrevi a cima ser do filme Espanhol, há também uma adaptação Italiana, que na minha opinião é tão incrível quanto o da Espanha, porém o italiano não tem continuação, já o Espanhol tem (sim, eu sofri em duas línguas diferentes, mais de uma vez porque vi as adaptações bem umas três vezes já).

5) Questão de Tempo

 Com o nome original sendo About Time, o filme é uma das melhores comédias românticas que eu já assisti porque nos faz entender que as vezes a rotina não é tão ruim quanto parece ser.
 A história fala sobre um rapaz chamado Tim que, ao completar 21 anos é surpreendido pelo seu pai com a notícia de que pode viajar no tempo, podendo voltar em qualquer ano que tenha vontade.
 Ele começa tentando concertar coisas pequenas e querendo conquistar uma garota que há alguns anos tinha perdido, mas com o passar dos anos e seu amadurecimento, ele conhece Mary e entende que a vida não é baseada no passado, mas sim no presente.
 Há várias coisas incríveis que posso destacar nesse filme, mas as principais são a relação pai e filho que existe e a questão de apreciar as pequenas coisas. Ambos os assuntos podem ser clichê, mas eu sendo filha e muito próxima de minha mãe sei que a melhor coisa do mundo é poder compartilhar certas coisas com uma pessoa que tem experiência e sabe te dar as respostas certas nos melhores momentos e, vindo desses conselhos, você acaba se livrando ou vivendo certas coisas que jamais viveria ou desviaria se não fossem pelos seus pais. O pai de Tim, em um dos momentos mais tocantes do filme, faz ele entender que, entre outras coisas, o passado é o que faz você ser quem você é hoje e as escolhas que você faz durante sua vida que te levaram as coisas mais maravilhosas que se pode viver, foram coisas como ´´quem vai dirigir´´ ou ´´o que vamos fazer hoje´´ que te deram lições de vida e histórias para contar no boteco no fim das contas.
 O principal mesmo é aproveitar cada instante do seu dia, não importa o quão cansativo ele esteja, não é certo pedir para que ele acabe rápido. Entenda que a sua volta muita coisa está acontecendo e, se você parar alguns minutos para olhar ao redor, contar estrelas, observar músicos ou admirar a beleza da garota que passou ao seu lado o seu dia vai ter pelo menos um ponto alto e é isso o que conta no fim da sua vida, as coisas maravilhosas que estão na sua frente e que, por causa do escritório, da janela fechada ou do cansaço você perde.